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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

Balanço de 2013. Boa? Boa...

- 2013 ainda não foi o ano que deixei de fumar, o que significa que os meus pulmões assemelham-se a um eclipse total a ocorrer dentro de uma mina de carvão.

- 2013 também não foi o ano que deixei de beber o que significa que no dia que morrer vai haver um médico legista que vai apanhar uma valente piela à minha conta com álcool de qualidade soberba.

- 2013 também não foi um ano sabático no que diz respeito ao sexo portanto irei continuar a apregoar aos 4 ventos com conhecimento de causa que o Kama Sutra tem inúmeras lacunas gravíssimas. Indianos marados...

- Um ano em que surgiu a mudança mais esperada. Desejada. Foi uma longa espera, momentos de indecisão, anos de alguma tormenta emocional. Hoje estou em paz comigo mesmo.

- Foi um ano que contabilizei cerca de 43223904545870985734 cafés. É apenas uma estimativa, mas acho que peca por defeito. Para o ano supero este número. Com uma mão às costas.

- 2013 foi o ano de ver partir algumas pessoas com um aperto no coração. Pessoas que fizeram parte da minha vida, que me viram crescer, que eu as vi definhar. Que eu sei que agora estão em paz. Ficará para sempre a saudade e as boas memórias.

- Como sempre, limpei uma série de gente da minha vida. Não estão cá a acrescentar nada, então ala que se faz tarde. Muitos saíram, poucos entraram, os suspeitos do costume permanecem. E ainda bem, são os únicos que toleram esta minha forma de estar dócil (not...), maravilhosa (ahahahaha....really not...) e cativante (HELL NO!!!).

- Consumo excessivo de Masterchef USA, Masterchef Australia e Hell's Kitchen revelou-se extraordinariamente útil ao ponto de poder dizer que o Avillez comparado comigo...continua a ser o Avillez e eu lá vou fazendo umas coisas engraçadas e mantendo o registo de 0 intoxicações alimentares nas minhas cobaias.

- Abracei novos desafios, daqueles de me deixar com (mais) cabelos brancos. E estou radiante.

 

Resumindo, foi um ano simpático.

Para 2014?

Um dia de cada vez. Fazer planos limita a imprevisibilidade da vida. E isso retira-lhe beleza. Veremos.

A todos vocês, os desejos de um excelente 2014, preferencialmente entrem com os dois pés (porque se bem conheço alguns de vocês, vão estar tão entornados que nem sabem onde vão acordar...), e os meus desejos que alcancem tudo aquilo que mais desejam.

Mãe, sabes que te adoro, não sabes?

Tenho de admitir, hoje quando fui comprar a tua prenda esperava deparar-me com isto...

 

 

Quanta ilusão...

Basicamente, aquilo com que levei na fronha foi isto...

 

 

O que levou a que alterasse radicalmente os meus planos.

Portanto, espero que venhas a gostar da tua prenda. Se não gostares, já sabes os meus destinos preferidos para a deportação após me deserdares. Cuba é sempre apelativo, Pyongyang...hum...nem tanto. A sério, Cuba. Pensa nisso com carinho, tá?

 

O Natal está aí...

...e eu não sei se me sinto particularmente natalício.

Já dei por mim a sentir-me bastante chocolate gay. Afinal de contas, já perdi a conta aos Pais Natal de chocolate que já rapinei e comi. Também já me senti estranhamente adepto da zoofilia chocolateira. É que as renas também sofreram o mesmo destino dos Pais Natal...

Para cúmulo, acho que dei azo ao Hannibal glicémico que existe em mim, tal o número de pinhas (vá, esta é boa, admitam...Porra, não é fácil inventar trocadilhos...) que também não sobreviveram ao meu apetite voraz.

Resumindo, posso não estar impregnado de espírito natalício mas estou no bom caminho para ficar gordo que nem um texugo. Damn...

Pelo andar da carruagem, amanhã mando abaixo a electricidade em 20 quarteirões por trincar as luzes da árvore de natal por engano.

Good men never die. Their legacy is too great.

Falava uns dias atrás com um amigo sobre cinema. E como ando com a percepção de que a velha guarda de actores não foi devidamente rendida com o respeito e reconhecimento devido.

Acabei de ser confrontado com a morte de Peter O'Toole. Fiquei triste. A par de Paul Newman, estes eram os dois monstros sagrados (outros terão opiniões divergentes, respeito) que eu desejava que fossem eternos. Paul Newman já havia partido, hoje foi a vez de Sir Peter.

Lembro-me bem da primeira vez que vi Peter O'Toole no cinema. Tinha a tenra idade de 10 anos. O filme foi "O Último Imperador" de Bernardo Bertolucci. Obviamente que aos 10 anos, ir ao cinema ver dramas biográficos históricos não era exactamente o que desejava num fim de semana mas aos 10 anos não se tem grande margem de manobra.

Recordo-me de ter ficado fascinado. Não sei se pelo facto de todo um mundo visual que me era desconhecido me ter sido dado a descobrir, se a cultura tão distinta da nossa ou se simplesmente tudo junto. Lembro-me de que o filme passava largamente as duas horas de película mas não dei pelo tempo passar, de tão abismado que estava.

E no desenrolar de toda a história, surge Peter O'Toole. Ou Sir Reginald Fleming Jonston. Ou Mr. Johnston, como Pu Yi, o imperador precoce o tratava. Havia algo na personagem de Peter O'Toole que me deixava curioso. Tão curioso que vi o filme mais de 20 vezes em busca de mais um qualquer pormenor que me permitisse juntar mais uma peça ao quebra cabeças que era a personagem.

Hoje percebi finalmente que não havia mais peças a juntar. Ele foi simplesmente um dos maiores actores que tive o prazer de ver representar na grande tela (embora a sua carreira não se tenha limitado a ela, longe disso).

Levou-me a ver "Lawrence da Arábia" ou "Becket".

Foi nomeado 8 vezes para o Óscar da Academia. Nunca almejou tal feito.

Rest in peace, dear Peter.

 

"I will not be a common man. I will stir the smooth sands of monotony."

Peter O'Toole

A rádio comercial acabou de publicar o teu texto do porque não!!!!!!!!!!

Foi desta forma que tive conhecimento do ciclone em que a minha tarde se tornou.

O resto do dia até estava a correr dentro da normalidade. Acordar mal disposto, dar com a pinha na quina da porta (continuo a dizer para mim mesmo que andar de olhos fechados não é uma boa opção), fazer a barba com a escova de dentes e escovar os dentes com a lâmina de barbear (não é uma imagem bonita, eu sei) e tentar domar um cabelo com uma personalidade própria com algumas semelhanças à personagem do Jack Nicholson no Shining. Beber café. Mais café. Hum, ainda não é café suficiente. Bem, mais um pouco de café nunca matou ninguém... Tratar de inúmeros assuntos pendentes, fumar um cigarro e escrever coisas sem nexo algum.

E eis que me dão a conhecer a H bomb da tarde.

O texto aparece de pára quedas no site da comercial. Primeiro achei que fosse piada porque não me recordo de ver assim textos soltos no mural da Comercial. Depois seguiu-se a surpresa. Really? Depois nem sei bem. É uma sensação ambígua. Não pedi esta amplitude de exposição ao mundo virtual. Mas a verdade é que se deu que pensar a algumas pessoas, então os benefícios foram superiores aos prejuízos.

De momento, não tenho mãos a medir. Não consigo responder a todos os comentários aqui no blog. Tentarei fazê-lo mas sejam pacientes. Sirvam-se de café, se quiserem mas fumem à janela. A garrafeira está fechada à chave ( e está electrificada, don't even think about it).

I'll be right with you.

 

Porquê? Porque sim.

Não é do conhecimento geral mas existiram vários comentários ao post "Porque não?" que não foram publicados.

Não por conterem insultos ou algo do género. Simplesmente porque respeito em demasia as pessoas que os publicaram e não as desejo ver envolvidas em trocas de argumentos fúteis com terceiras pessoas que seria o próximo passo.

Espero que entendam. Se não, podem sempre subornar-me com café. Isso costuma resultar. Ou tabaco. Whisky também é válido.

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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